sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Texto, Textualidade e a Aprendizagem da Escrita


ALMEIDA, Valtenia de
CAMPOS, Rosalice Gonçalves
MENDONÇA, Sirlei Aparecida de.
SOUZA, Rozani Maria de França



Ao se compreender como se dá o processo de leitura e escrita tendo o letramento literário como meio, é necessário verificar o que se conceitua enquanto texto e textualidade. Partiremos do principio de que texto é um discurso produzido dentro de um contexto e que leva em conta para que ele aconteça uma situação de comunicação entre locutor e interlocutor. Neste sentido o texto não são frases soltas, sem significado e sem sentido, como afirma Costa Val (2006, p. 3) “texto ou discurso como ocorrência lingüística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sócio comunicativa, semântica e formal”.
Para tanto ele possui algumas características que devem ser explanadas, são elas o caráter pragmático do texto “que tem a ver com o seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa”, o semântico-conceitual, “de que depende sua coerência”, e o formal, “que diz respeito à sua coesão” (COSTA VAL, 2006, p. 5).
Baseado nestas explicações sobre o que venha a ser um texto tem-se o conceito de textualidade segundo Costa Val (2006, p. 5) em que, “chama-se textualidade ao conjunto de características que fazem com que um texto seja texto, e não uma sequência de frases.”. Estas características são: a coerência e a coesão que representam dentro do texto o seu sentido lógico, que dá ao texto unidade de significado e de sentido. Sendo a coerência o sentido e a coesão os elementos gramaticais que possibilitam este sentido. Tem-se ainda o conceito de intencionalidade, a aceitabilidade, a situacionalidade, a informatividade e a intertextualidade, todos necessários ao aprendizado da escrita textual. O estudo desses temas são de extrema importância para o ensino da leitura e da escrita na escola, uma vez que, nos instrumentaliza a ter uma prática que contribua para a formação de escritos críticos e ativos.

COSTA VAL, Maria da Graça. Redação e Textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

Palavras-Chave: Texto; Textualidade; Escrita.

Leitura e Escrita na sociedade


ALMEIDA, Valtenia de
CAMPOS, Rosalice Gonçalves
SOUZA, Rozani Maria de França
OLIVEIRA, Mara Marques de.

Nós vivemos em uma sociedade grafocêntrica, neste sentido mesmo antes de as crianças entrarem na escola elas já estão em contato com a escrita e com leitura. Com a escrita quando em contato com rótulos reconhecem que as letras têm uma forma própria diferente dos desenhos e dos números. Com a leitura quando também em contato com rótulos, propagandas, desenhos e etc. reconhecem e compreendem o seu significado.
Assim, percebe-se que a leitura e a escrita começam a fazer parte do imaginário infantil desde muito cedo. De acordo com as teorias de Vygtsky a criança vai construindo seu pensamento representativo na medida em que aprende a falar, ou seja, todo esse mundo de símbolo faz parte da sua vida e a partir deles e de sua vivência atribui-lhes significados.
Já no processo de aprendizagem da escrita é importante considerar que para a criança essa aprendizagem não é linear sofre evoluções e involuções, mas isto significa que ela está assimilando os conhecimentos novos às suas estruturas. A sua escrita passa de “rabiscos não diferenciados para signos” (MATENCIO, 1994, p. 36). E aos poucos as grafias que feitas aleatoriamente vão sendo associadas com sua fonética, até que se concretize o processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
Neste sentido o ensino da escrita e leitura deve vir acompanhado de significado e sentido para quem aprende, deve vir dotado de muita realidade, ou seja, a vida social deve entrar na escola, uma vez que, os alunos estão sendo preparados para viverem e agirem nesta vida. . Vida da qual muitas vezes eles se tornam alheios, por não saberem como agir em determinados contextos. É isto que a escola deve evitar, ela deve capacitar o aluno para se movimentar em qualquer contexto social sem constrangimento.

MATENCIO, Maria de Lourdes Meirelles. Leitura, Produção de Textos e a Escola: reflexões sobre o processo de letramento. Campinas-SP: Mercado de Letras, 1994.

Palavras-Chave: Leitura; Escrita; Sociedade.

Elaboração do Projeto Político-Pedagógico


QUEIROS, Lucinete Ribeiro de Oliveira.
SILVA, Regina da.
ROSÁRIO, Eliane Maria do.
OLIVEIRA, Antonise Maria de Barros


A construção do Projeto Político-Pedagógico possui algumas etapas de construção. O marco referencial consiste no “para que” da instituição, é a compreensão e definição de sua finalidade, de seu papel social e acima de tudo a construção de sua identidade. Ele possui algumas subdivisões, compreendendo o marco situacional, o marco político ou filosófico e o marco operativo ou pedagógico. Começando pelo marco situacional pode-se dizer que ele se configura em uma compreensão acerca da realidade a qual a escola está inserida, seu funcionamento, seus limites e possibilidades. Já o marco político, pretende estabelecer e se posicionar acerca de um ideal de sociedade e de homem a ser perseguido, uma proposta de sociedade. E por último, o marco pedagógico ou operativo, também se configura na tomada de posição, só que este se refere à atividade fim da escola que é o ato pedagógico.
O diagnostico se caracteriza como a segunda parte do PPP a ser elaborada. Apresenta-se como um momento em que se faz uma análise da realidade vivida pela instituição com intuito de se verificar qual é a distância do que se planejou no referencial e o que acontece na prática, no sentido de levantar as necessidades a serem superadas. O diagnostico é que vai dar elementos para que se pense numa melhora dessa prática.
A programação é a parte prática, em que, se propõem ações para aproximar o real do ideal. Ela é composta por objetivos, políticas e estratégias, rotinas e determinações gerais. Além desses comportamentos assumidos é necessário que se tenha algumas atividades que sejam permanentes/rotinas que viabilizem o andamento da instituição.

GANDIN, Danilo. GEMERASCA, Maristela P. Planejamento Participativo na Escola. O que é e como se faz. São Paulo: Loyola, 2004.

Palavras-Chave: Escola; Planejamento; Mudanças.

Projeto Político-Pedagógico da Escola


QUEIROS, Lucinete Ribeiro de Oliveira.
SILVA, Regina da
ROSÁRIO, Eliane Maria do
OLIVEIRA, Antonise Maria de Barros

 O Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola se constitui como um mecanismo, proposto pela gestão democrática, de participação da comunidade escolar. Caracteriza-se como o mecanismo mais importante, entre eleição de diretores, conselho escolar e repasse financeiro, devido ao seu papel dentro da instituição. Tem como compromisso estabelecer os rumos e finalidades que a escola deverá seguir, tendo como subsidio para concretização desses fins, a atividade pedagógica. Ele não é um documento em que se descrevem apenas metodologias de trabalho, pelo contrário se trata de um documento com grande preocupação político-social, e o melhor, é que se compromete com tais questões:
A construção do PPP pressupõe uma participação ativa da comunidade, pois nele deve conter desejos e anseios de todos os envolvidos no processo. Essa construção compreende três partes e etapas distintas, porém que mantém interdependência. São elas: a construção do marco referencial consiste na compreensão e definição de sua finalidade; a realização do diagnóstico, ou seja, análise da realidade vivida pela instituição; a programação que é a proposta de aproximar o real do ideal.
Enfim, todo este processo de construção do PPP se estabelece como um momento em que pessoas comprometidas com a educação, com a sociedade a qual vivem se organizam na busca de alternativas que possibilitem uma transformação na sociedade, tornando-a mais justa e igualitária. E estabelecem como premissa para esta construção, a participação de todos, tendo em vista que se todos se envolvem na construção, logo a prática e efetivação dessas metas serão mais bem compreendidas e realizadas.

MARQUES, Genésio. Elaboração do Projeto Político-Pedagógico. Cuiabá: UFMT, 2008, p. 78 a 88.

Palavras-Chave: Escola; Participação; Democracia.

O ser educador e o ser professor


QUEIROS, Lucinete Ribeiro de Oliveira.
SILVA, Regina da
ROSÁRIO, Eliane Maria do
OLIVEIRA, Antonise Maria de Barros


            O texto do Rubem Alves sobre a diferença entre educador e professor, possibilita uma reflexão sobre a dimensão social da atuação de cada um deles. Enquanto um realiza o trabalho de forma consciente, com amor, dedicação, vontade e entusiasmo, o outro apenas reproduz um sistema sem ao menos tentar compreender qual a importância de seu papel dentro deste sistema. Talvez isto se deva em parte, ao perfil do profissional que as universidades estejam formando, profissionais que a única expectativa que têm diante de sua profissão é conseguir uma vaga de emprego ou passar em algum concurso. Não, que, ser educador seja fruto de uma formação institucional, como afirma Rubem Alves, para ser educador é necessário despertá-lo, acordá-lo dentro de cada um. Mas quando em sua formação o professor é levado a questionar, pensar e visualizar em sua prática possibilidades de mudanças quem sabe a distancia entre o professor e o educador seja/esteja menor.
O professor se vê preso a estruturas, não consegue se mover e se ver parte do que está fazendo, ou seja, fica alheio as suas próprias práticas. Seu papel é reproduzir modelos e seguir determinações. Como poderá esse profissional sentir prazer pela sua profissão, dedicar-se a ela, se não se vê parte dela. Ser educador é o contrario de tudo isto, é escolher o que faz e o que quer fazer diante das situações que lhe serão impostas, é sentir prazer e o desejo de sempre fazer o melhor.
Na sociedade atual, se faz cada vez mais forte a necessidade de que haja educadores e não só professores. Precisa-se de pessoas comprometidas e com vontade de agir criticamente. Pessoas e não funções, de individualidades e personalidades e não de profissionais que são facilmente substituídos por falta de envolvimento e dedicação, sendo considerados apenas mais um. Precisamos de educadores, só assim será feita e visualizada a diferença na qualidade da educação e em consequência uma perspectiva de mudança social.

ALVES, Rubem. O preparo do educador. In: BRANDÃO, Carlos Rodrigues (org.) et al. O educador: vida e morte. 10ª ed. Rio de Janeiro: 1992 p. 13-28.

Palavras-Chave: Professor; Educador; Educação.

Perfil dos jovens e adultos que frequentam o EJA


QUEIROS, Lucinete Ribeiro de Oliveira.
SILVA, Regina da
ROSÁRIO, Eliane Maria do
OLIVEIRA, Antonise Maria de Barros.

            Ao realizar um trabalho na modalidade EJA é necessário que o professor reflita sobre o perfil do aluno que irá encontrar, para que sua prática pedagógica seja acolhedora e atenda as necessidades educacionais e sociais deste aluno. O jovem que frequenta esta modalidade de ensino não tem o mesmo perfil que um jovem que frequenta a escola em tempo regular. Ele traz uma sequencia de fatores que determinaram essa entrada tardia, ou mesmo, sua evasão do ambiente escolar. Dentre esses fatores, temos o fato de que muitos deles começaram a trabalhar enquanto crianças para ajudar a família, tendo que, se ausentar da escola. E se frequentavam a escola, só que, por apresentarem algum tipo de dificuldade, na qual a professora não identificou ou se identificou não conseguiu trabalhar de forma a superá-la, ficou taxado pelos colegas e/ou até mesmo pelos professores como o aluno “burro”, “perturbador”, “que não quer nada com a vida”. Temos ainda, a falta de incentivo no ambiente familiar que leva a criança desvalorizar Educação Escolar.
O adulto tem um perfil parecido com o do jovem. Quando nos referimos à educação destas pessoas temos que levar em consideração uma série de fatores, o econômico, social, racial, pois eles determinam muito a situação educacional. Muitos destes adultos não tiveram a oportunidade de estudar, porque moravam em regiões rurais com difícil acesso à escola e tinham que trabalhar na roça. Pelo fato de terem constituído família, muitas vezes não sobra tempo para se dedicarem aos estudos.  E assim, muitos deles sentem vergonha de voltar à escola, por se acharem “velhos” demais para estudar.
Sendo assim, na Educação de Jovens e Adultos deve ser considerado a história de vida dos alunos, pois eles já trazem uma bagagem, um conhecimento de mundo que deve ser levado em consideração na hora do ensino como um fator contribuinte.

FREIRE, Paulo; MACEDO, Donaldo. Alfabetização, leitura do mundo, leitura da palavra. Paz e Terra, 1ª Edição, 1990.

Palavras-Chave: Jovem; Adulto; Ensino-aprendizagem.

O trabalho com reescrita de contos


SOUZA, Silene Maria de.
SOUZA, Célia Margarida de.
MASFFINI, Gersina.
FIGUEIREDO, Neuza da Silva.


            A leitura de histórias contribui significativamente com a aprendizagem do aluno. Ela possibilita o desenvolvimento da imaginação, do pensamento lógico, da compreensão das questões afetivas e influência também na exploração e amadurecimento da linguagem. Baseado nestas contribuições, que a leitura de histórias proporciona, é que precisa se encaminhar o trabalho do professor. Com o trabalho de reescrita, as crianças terão contato direto com a escrita e a produção de textos, dando vazão a sua criatividade.
            A proposta de reescrita é uma atividade muito importante no auxilio da aprendizagem, uma vez que, ela possibilita a compreensão de características da linguagem escrita que são muito diferentes da linguagem coloquial. Contribui para que a criança desenvolva competência leitora, possibilitando a criação de novos instrumentos de análise sobre o que seja um bom texto, a ler e interpretar um conto, expor de forma verbal e escrita seu pensamento, refletir sobre o processo de releitura. Além de permitir que ela reflita sobre aspectos do relacionados ao gênero.
            Leva o aluno a envolver-se em experiência de leitura, escrita e produção de texto, possibilitando sua compreensão da importância do processo de escrever, ler e reescrever, ou seja, fazer revisão do que se escreve, no momento em que se está produzindo texto, especificamente o conto. Enfim, esta atividade possibilita um trabalho que contemple os diferentes tipos de conteúdos, sendo eles atitudinais, conceituais e procedimentais que orientam uma prática pedagógica que busca construir capacidades leitoras e não moldar comportamentos, numa perspectiva de leitura e escrita forçada e sem sentido.

SOARES, Magda Becker. Aprender a escrever, ensinar a escrever. ZACCUR, Edwiges (org.). A magia da linguagem. Editora: DP&A.

Palavras-Chave: Reescrita; Releitura; Ensino-aprendizagem.